e dessa liquidez, b e b a

rio que transborda ~ águas de dilúvio ~ desaguando em qualquer mar ~ todo o mar ~ maré cheia

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quarta-feira, 5 de março de 2008

pensamento-palavra

"Cabe ao homem compreender que o solo fértil, onde tudo que se planta dá, pode secar; que o chão que dá frutos e flores pode dar ervas daninhas; que a caça (escassa) se dispersa, e a terra da fartura pode se transformar na terra da penúria, da fome, da destruição. O homem precisa entender que de sua boa convivência com a natureza depende sua subsistência, por isso não deve matar um animal se não for se alimentar dele, não deve arrancar uma folha sem necessidade, não deve abrir caminhos na floresta por onde jamais passará. O ser humano precisa entender que a destruição da natureza é a sua própria destruição, pois a sua essência é a natureza: a sua origem e o seu fim"

PAI CIDO DE ÒSUN EYIN

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Iemanjá, minha mãe de cabeça


salve iemanjá
salve a rainha do mar!

A Grande Deusa do Mar faz parte do grupo das mães maiores. Ela é a mãe das águas primevas, que precedem a forma e sustentam a criação. A água, que é uma força feminina por excelência, possui outros deuses e encantos, como Averekue, o príncipe jeje das espumas do mar, que garante riqueza e prosperidade àqueles que lhe oferecemum orobô em sua morada. Contudo, Iemanjá, a força da cabeça e do príncípio, é a rainha do mar.


Iemanjá é água que não se prende, é a água que se estende na amplidão, que une os povos. Nem o poderoso rei de Ifé, Olofim, conseguiu manter Iemanjá perto de si. Ela se cansou de permanecer em Ifé e, contra a vontade de seu marido Olofim, fugiu em direção ao oeste. Na primeira tentativa de capturá-la, Olofim enviuou os guerreiros mais bravos do reino à sua procura. Sozinha, Iemanjá não teria como escapar, mas, muito astuta, armou um audacioso plano. Fez uma muralha de espelhos, armou-se com sua espada e seu abebé e, com imponência, colocou-se à frente da muralha. Quando os guerreiros deOlofim chegaram, depararam-se com Iemanjá pronta para a luta. Devido aos seus próprios reflexos, que julgaram ser um poderoso exército, fugiram assustados.
Iemanjá é o espelho do mundo, que reflete todas as diferenças, pois a mãe é sempre um espelho para o filho, um exemplo de conduta. Ela é a mãe que orienta, que mostra os caminhos, que educa, e sabe, sobretudo, explorar as potencialidades que estão dentro de cada um, como fez com os guerreiros de Olofim, mostrando o quanto eram bons seus ofícios, mas dizendo, ao mesmo tempo, que a guerra maior é a que travamos contra nós mesmos.



Iemanjá divide com Oxum o domínio sobre a maternidade, mas ela não é a mãe das crianças, mas dos jovens e adultos que já formaram personalidade e individualidade. Sua função é a maternidade como orientadora. Ela é mãe e esposa.

Todas as águas do mundo, doces ou salgadas, pertencem a Iemajá. Especialmente os rios que correm diretamente para o mar, pois o local de confluência das águas doces dos rios com as águas salgadas do mar é onde a força de Iemanjá se manifesta com mais intensidade.


Iemanjá poderia ser considerada a padroeira dos psicólogos, pois tudo que se relaciona à cabeça lhe diz respeito; aliás, o bem-estar psicológico só pode ser plenamente alcançado com as bênçãos de Iemanjá. Na verdade, o equilíbrio e a harmonia, seja pessoal ou familiar, são os mais caros bens que ela pode nos proporcionar.

Zelar pela família é a principal tarefa de Iemanjá. è ela quem promove a paz em todos os lares, mostrando que é preciso respeitar, amar e sobretudo ouvir os pais. Ser um bom filho é a única garantia de ter bons filhos, é fazer Iemanjá presente no lar e na vida.



DIA: sábado
DATA: 2 de fevereiro
METAIS: prata e outros metais prateados
CORES: branco, cristal, azul, rosa
COMIDAS: eboô com camarão seco e azeite, manjar, acaçá, bolo de arroz e mamão.
SÍMBOLO: abebé prateado
ELEMENTOS: águas doces que correm para o mar, águas do mar
PEDRAS: cristal e água-marinha
FOLHAS: pata-de-vaca, umbaúba, mentrasto
DOMÍNIOS: maternidade (educação), saúde mental e psicológica
SAUDAÇÃO: Eerú-Ìyá! Odó-Ìyá!

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

a voz rouca que vem do mar


ninguém me contou, foi meu mano que viu na marujada
meu amor botou meu nome no pano da jangada..

vou me vestir de rainha e vou morar no mar. vontade de imergir, mergulhar, penetrar, entranhar, desaparecer e reaparecer na imensidão do mar..
ninguém me contou, foi meu mano que viu na marujada
meu amor botou meu nome no pano da jangada..