e dessa liquidez, b e b a

rio que transborda ~ águas de dilúvio ~ desaguando em qualquer mar ~ todo o mar ~ maré cheia

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

uma terça-feira INFINITA de

E.s..p...e......r...........

...a

domingo, 29 de novembro de 2009

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

saudades, poesia


ai, minha poesia, cadê você nos meus dias?

cadê suas loucas sugestões em forma de vento soprado? ou vento corrido? será meu ouvido que deixou você escorrer pro chão e nunca mais te ouvir? vai ver meus desmedidos passos de metros de pernas pisou em você, né poesia..

cadê no meu olhar você, ao ver as nuvens da minha cidade - minha tão bela e concreta cidade - e adivinhar surpersticiosamente aquilo que eu nem imaginava. agora é tudo tão cinza, agora é tudo tão cru. agora que é dia, o sol não faz mais barulho ao tocar minha pele, nem eriça as cores claras dos meus pelos, pele, cabelos. agora que já é noite, a lua não saiu pra me lembrar de contemplar o azul que ela clareia. nem mesmo me canta mais pela madrugada músicas de viver a noite pelas concretas ruas passeando nos saltos altos das pernas, assobiando em uníssono suas melodias.

a sua cor ardente, cor de magenta, dos dias quentes e abafados num quarto; dois corpos nus. ali, o sorriso malicioso surgindo era você, as mãos violentamente amorosas era você, a risada trêmula era você, o barulho dos corpos era você, o suor escorrendo era você, a respiração intensa era você, os sons, os gemidos, os olhares, as coisas não ditas, as insinuações... tudo era você! e você, aaaah você.... acabou por me convencer de que não havia coisa melhor no mundo que te ter habitando em meus sentidos, em cada gesto, em cada olhar, em cada inspiração.

ando carente de você.
de você em mim, de você no céu, de você na cama, nos dias ordinários, de você no meu chuveiro, de você na pinta do rosto daquela menina, de você nos outros. não te acho mais, minha poesia. não sei o que em mim deu, ou em você, pra nos perdermos assim. sempre soube que, se um dia nos separássemos, eu acabaria enlouquecendo. éééé... porque pra mim loucura é não te ter, não te ver, não poder te explicar da alegria latejante que senti quando provei do gosto molhado daquele corpo com cor de entardecer. e da lágrima que escorreu quando viramos nuvem, e depois chovemos.

eu sei, você não vai acreditar, mas na sua ausência até o português me anda escapando..
você, que é minha maconha, que é minha melhor cachaça, que por vezes é meu sexo, meu objeto de estudo, minha dúvida, minha reticência. você é meu ponto mais fraco, vulnerabilidade. meu ponto final.
quero uma sua surpresa.
precisamos nos encontrar.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

que quietude por aqui...


é porque felicidade não carece de entendimento, nem de explicação.

quinta-feira, 30 de julho de 2009







quinta-feira, 7 de maio de 2009

não, linda, não entenda.

Acontece isto muitas vezes, não fazemos as perguntas porque ainda não estávamos preparados para ouvir respostas, ou por termos, simplesmente, medo delas..
Acontece também de afirmarmos coisas e machucarmos a nossa parte que está no outro.

"(...)Olhou-a fixamente, como se estivesse no alto duma rocha a medir as suas forças com o mar, não por temer que na lisa superfície se ocultassem animais devorantes ou recifes rasgadores, mas como quem, simplesmente, interroga a sua própria coragem de saltar."

"Deus faz avançar e recuar as pelças doutros jogos que joga, é demasiado cedo para preocupar-se com este, agora só tem de deixar que os acontecimento sigam naturalmente o seu curso, apenas uma vez ou outra dará com a ponta do dedo mindinho um toque a propósito para que algum ato ou pensamento desgarrados não quebrem a implacável harmonia dos destinos."
[Saramago, O Evangelho Segundo Jesus Cristo]


apenas uma recordação: cada pétala de flor abre no seu peito amor.

sábado, 4 de abril de 2009


eixo
demimesma

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

alguma coisa mudou.





o silêncio.






foi aí que ela percebeu que aquilo sempre fora amor.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

e..

que sejamos fortes para concretizar todos os nossos sonhos.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008




talvez eu ainda não tenha aprendido o suficiente com os ipês.
ensinem-me, belos


ensinem-me!

emergência

seu corpo já cansado, fatigado da mesma ladainha da sua cabeça, se rende ao consolo da cama solitária de solteiro.o cheiro no travesseiro ainda está lá e o sentido a penetra sem pedir licença, fazendo lembrar do prazer tido naquela tarde incrivelmente quente.

a cabeça rodeia; ela inquieta.
ela pensa em desistir.
ela pensa em deixar pra lá.
ela pensa em melhorar.
ela pensa em esquecer.
esquecer tudo aquilo que a faz sangrar. tudo aquilo que a faz doer. que rasga e queima e pira, faz casulo na cabeça.

talvez pense em encarar.

pensa que todas as opções são fugas. e que deve doer demais encarar aquele fato que já a fez sofrer tanto. e que dói muito agora, dói a toda hora. e que esquecer é quase como colocar a mão num machucado; basta alguma coisinha que cutuque novamente a ferida que ela abre e, sem dó, desanda e desestanca numa enxurrada de lembranças.
angústia na cama molhada de suor, lágrimas e desgostos.
é melhor encarar, o esquecimento pode voltar na forma de lembrança, e a lembrança torna-se sentimento, e o sentimento vir à tona, entrar nos olhos e se transformar em lente. daí subir à cabeça e descer à boca, ir pros membros, ir pro mundo e ferir quem não deve ser ferido.
e sabe que, no fundo no fundo, aquilo tudo está na superfície;
é o ego,
talvez orgulho.
é uma briga feia.
ela briga consigo mesma.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

sobre.ser.e.fazer


o corpo
movimento queda ascensão / descobrimento desbravamento preconceito ilusão /real visão contato improvisação /criatividade pressão n.ã.o /aceitação d i v e r s i d a d e processo criação / respiração controle [gesto] preciSÃO / limite aprendizado dor superação/ tato visão sentido diferenciação
o chão

o corpo do corpo nu.